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Fórum
de Diabetes será concluído hoje e discute diversos fatores
ligados à doença
Há dois anos, Vanessa Fernandes Queiroz Peixoto de apenas 11 anos
descobriu que tinha diabetes do tipo 1 que atinge pessoas de 1 a 35 anos.
A descoberta, segundo sua mãe, Maria Fernandes de Queiroz Peixoto,
foi um momento muito difícil. E para obter mais informações
sobre a doença, como lidar com o diabetes, associaram-se à
Associação de Assistência ao Diabético e Hipertenso
em Mossoró (AADHM). Conhecimento sobre a doença que é
importante para prevenir e oferecer tratamento adequado às pessoas
diabéticas.
E para disponibilizar informações sobre o diabetes, a associação
está realizando a programação do 8º Fórum
de Atualização e Educação em Diabetes, aberta
ontem e que segue até hoje, no auditório da Faculdade de Ciências
Sociais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (FACS/UERN).
Palestras, dinâmicas, capoeira, apresentações teatrais
e de trabalhos, realização de exames de glicemias - através
do qual é detectado o diabetes -, verificação de pressão
arterial, controle do Índice de Massa Corpórea (IMC), depoimentos
de pacientes diabéticos e ainda mutirão do Olho Diabético
compõem a programação do evento - promovido pela AADHM
e aberto a estudantes, profissionais, pessoas com diabetes e interessados
em aprender mais sobre a doença.
De acordo com Iracema Albuquerque, vice-presidente da Associação
de Assistência ao Diabético, conhecer mais sobre a doença
é um importante meio para combatê-la e tratá-la. "Muitas
pessoas não conhecem a doença, não tem informações
sobre o diabetes e por isso, nem sabem que podem ter desenvolvido a doença",
ressalta. Para Gledson Dias, presidente da Associação é
fundamental conhecer o que é o diabetes e torná-lo um aliado.
"Quanto mais você sabe, menos medo você tem e melhor você
controla o diabetes. Por isso, a necessidade da participação
nesse importante evento", disse.
Em Vanessa, os sintomas foram: vômito constante; intensa vontade de
urinar; perda de peso rápida; vista turva e palidez. "Como não
sabíamos que era diabetes, dava garapa quando ela não estava
bem. Foi então que a levamos ao médico e descobrimos",
contou a mãe, complementando que Vanessa continua vivendo normalmente,
mas passa por restrições alimentares quanto ao açúcar
e massas.
FÓRUM
- Hoje a programação consta de palestra e oficina nutricional
com Dra. Jarda Jacinta, nutricionista; Mutirão do olho diabético,
com Dra. Mônica Rinke; atividade física; e entrega de certificados
de participação. Conforme Gledson Dias, durante todo o evento
estão sendo realizados exames de glicemia capilar, verificação
de pressão arterial, IMC, pelos alunos da Faen, Senac e Escola de
Enfermagem Tereza Néo.
Ontem foram ministradas as palestras com os seguintes temas: "Diabetes
gestacional, proferida pela enfermeira Jaqueline Morgana; "O laboratório
na detecção precoce da doença renal no diabetes",
por Dr.
Getúlio Vale; a palestra "Diabetologia" pela psiquiatra
Fátima Trajano e a palestra "Qualidade de vida não é
simplesmente viver mais, e sim viver mais e melhor", pelas Dras. Luciana
Barbosa e Luciana Larissa. Também houve apresentação
do trabalho científico "Reflexão sobre a teoria do autocuidado
na perspectiva da integrabilidade na atenção à saúde
da população diabética", pela discente Luana Mares
Nunes de Carvalho, da Faen.
Na parte da tarde foram trabalhados os temas: "Riscos da cardiopatia
no paciente com diabetes"; "A importância da saúde
bucal no paciente com dm"; "Diabetes tipo 1"; "As emergências
em diabetes"; "Retinopatia - exames e cuidados". Ainda haverá
a preparação para o mutirão do olho diabético
e oficina "Prevenção do pé-diabético: auto-exame
e cuidados específicos". A programação de ontem
foi encerrada com as palestras: "A aceitação do diagnóstico
do diabetes"; pelo Dr. Evangelista Lima e "A sexualidade no paciente
diabético", pelo Dr. Manoel Nobre.