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Boca-de-fumo é estourada no Santo Antônio

O Serviço de Inteligência (SI) da Segunda Sessão da Polícia Militar (SSPM) estourou mais uma boca-de-fumo que funcionava no bairro Santo Antônio, mais precisamente na Rua Epitácio Pessoa, 1180. No local, foi preso o desempregado Francisco Mágno da Silva, 24; e com ele cerca de 27 pedras de crack, já fracionadas e prontas para serem comercializadas, bem como farta quantidade de material plástico - sacos - para embalar a droga, uma tesoura e a importância de R$ 5,00 (cinco reais) que um viciado acabava de pagar por uma porção do entorpecente. O acusado de traficar drogas foi conduzido para a Delegacia de Plantão e apresentado ao bacharel Francisco Edvan de Queiroz, responsável por adotar os procedimentos de praxe. Na próxima segunda-feira, 24, o responsável pelo ponto de venda vai prestar depoimento ao titular da Delegacia Especializada no Combate ao Narcotráfico (DENARC), Denis Carvalho da Ponte.

Em contato com a equipe de reportagem da GAZETA DO OESTE, um dos homens que integram a SI da SSPM disse que a desarticulação da boca-de-fumo veio a concretizar-se depois de muitos dias em que aquele local vinha sendo monitorado. "Nós fomos informados por intermédio de anônimos, da grande movimentação que era registrada diariamente. Lá ninguém se preocupava com o horário de trabalho. A qualquer hora do dia ou da noite, o entra e sai de usuários era constante. Mesmo assim a gente só deixou para entrar em ação quando tivemos certeza o suficiente, a fim de não dar margem para que o vendedor, que era o próprio dono da casa, pudesse apresentar alguma justificativa querendo se passar por inocente".

Já em relação à pequena quantidade de pedras de crack encontrada no local, o policial explicou entender trata-se de uma nova estratégia que vem sendo utilizada pelos 'boqueiros'. Segundo ele, tanto da parte do Traficante de Drogas, quanto dos donos dos pontos de revendas - as bocas-de-fumo - nenhum deles se arrisca em estocar grandes quantidades de drogas em seus locais de moradia por temer alguma ação imediata da polícia. Desta forma, vão vendendo a mercadoria aos poucos e só mantém em poder deles a quantidade relativa à demanda de cada dia da semana. "Para nós, mesmo a quantia sendo pequena, o importante é que conseguimos identificar e prender mais um vendedor de drogas na cidade. Ele agora já se acha um conhecido da justiça e depende dela o seu comportamento daqui pra diante", concluiu.