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Opinião
Por Antonio Capistrano – ex-reitor da Uern em 08/01/2013 às 23:37
A Uern e o futuro reitor

2013, ano de eleição na Uern, a comunidade universitária deverá escolher o seu dirigente máximo. Vai ser eleito e nomeado o novo reitor. Pelo caminhar do andor será escolhido, pela primeira vez, um docente da geração pós-estadualização. Portanto, uma escolha que tem um significado histórico importante para instituição.

         Por ordem de reitorado, já passaram pela reitoria da Furrn/Uern, desde sua fundação (1968), até os dias de hoje, os professores: João Batista Cascudo Rodrigues, Maria Gomes, Elder Heronildes, Genivan Josué Batista, Walter Fonsêca, Laplace Rosado Coelho, Padre Sátiro Cavalcanti Dantas, Antonio de Farias Capistrano, Antonio Gonzaga Chimbinho, Maria das Neves Gurgel, Walter Fonsêca e Milton Marques de Medeiros. Todos oriundos da antiga Fundação Universidade Regional do Rio Grande do Norte - FURRN. Todos protagonistas, com maior ou menor participação, na luta pela definição do status quo da nossa Universidade, na época uma fundação municipal que funcionava precariamente. Todos os reitores que até o momento dirigiram a Uern são conhecedores das grandes dificuldades da antiga instituição universitária e conscientes da importância da estadualização para a nossa instituição de ensino superior.

         Os reitores que até aqui comandaram a Uern conheceram os dois lados da moeda – a antiga Furrn e a nova Uern. Na eleição que se avizinha estamos vislumbrando uma disputa entre docentes da geração pós-estadualização, todos concursados, com pós-graduação e com experiência administrativa na instituição. Alguns já disputaram cargos na administração, exerceram ou exercem funções nos diversos setores da universidade, tanto acadêmico como administrativo. Portanto, conhecem a instituição, o seu funcionamento e os seus problemas.

         Espero que essa campanha eleitoral seja um momento muito rico e positivo para a Uern. Cada candidato apresentando sua proposta de trabalho, debatendo com a comunidade universitária os problemas e os caminhos que a universidade deve tomar.

         A meu ver é importante manter, com independência e equilíbrio, um bom relacionamento com o governo do Estado. Claro, sem deixar de defender de forma permanente a autonomia da instituição, no que preceitua a Constituição Federal e Estadual: Autonomia administrativa, pedagógica e financeira, todas fundamentais para o bom funcionamento de qualquer instituição universitária. É bom lembrar que o ocupante da cadeira de governador é o chanceler da Universidade.

         Não só como ex-reitor, mas, e, principalmente, como cidadão comprometido com o ensino público, gratuito e de boa qualidade. Estarei ligado no debate, se possível, dando a minha modesta colaboração nas discussões sobre a Uern e o seu futuro.

         Acho que um dos temas que não pode deixar de estar presente nesta campanha é a questão da autonomia universitária, principalmente a financeira, ela é basilar para um bom desempenho da nossa instituição. Outra questão imprescindível é o papel da Uern no processo de desenvolvimento do nosso Estado. Como a Universidade pode participar de forma efetiva dos programas e projetos nas diversas áreas de interesse do RN, essa é uma questão que precisa ser explicitada. A Uern não pode ficar ausente dessas ações, este é um ponto fundamental para um bom entrosamento entre a Uern e o governo do Estado, como também para acabar com a ideia, que circula em todos os governos, de que a universidade é um peso para os cofres do Rio Grande do Norte.

         A Uern não pode e nem deve ficar ausente dos convênios que são celebrados entre o governo estadual e instituições universitárias do RN, ela tem que ter prioridade na escolha para elaboração e execução desses projetos. Ela pertence ao Estado.

         Outro ponto importante. O novo reitor terá que se movimentar em busca de recursos do governo federal e de convênios com instituições nacionais e internacionais. Esses recursos e esses convênios são fundamentais para a melhoria acadêmica e da sua estrutura física. A universidade não deve fica dependendo somente do Estado.

         Tenho conversado com velhos companheiros da Uern e com alguns ex-reitores, de forma mais constante com o meu cunhado, o ex-reitor Antonio Gonzaga Chimbinho, todos atentos ao processo de escolha do novo reitor e ao futuro da Uern.

         Pelas informações que tenho recebido já se apresentam como candidatos a reitor: Ana Dantas, diretora do Campus de Natal; Gilton Sampaio, diretor do Campus de Pau dos Ferros; e Pedro Fernandes, pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação. Todos qualificados e prontos para assumir essa nova tarefa. Eu boto fé nessa nova geração.

         Vamos esperar pelos debates e, pelas propostas, aí sim, escolher de forma democrática, sem ingerência externa, o melhor para a Uern.

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