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olismar@gazetadooeste.com.br

MARCOS

Seqüenciando a nossa trajetória no intuito de narrar a história dos craques que atuaram no nosso futebol, registramos a presença de Marcos, atacante que defendeu o Ferroviário Esporte Clube, da terra de Santa Luzia.
Antes de focalizar a sua passagem pela cobrinha coral, necessário se faz o registro de que o tricolor de aço é detentor de dois títulos inéditos na cidade. O primeiro, de campeão do primeiro centenário de Mossoró, conquistado no dia 2 de agosto de 1970, na disputa do clássico diante do Potiguar, onde saiu vencedor pelo placar de três tentos a um, cuja súmula é a


MARCOS - GOLEADOR que deixou saudades à imensa galera da cobrinha coral

seguinte: Ferroviário: Pedro Sales; Milagre, Galdêncio, Arranha (Mavinier) e Xexéu; Lima e Josenor; Nopa, Lourinho (Isaías), Mário Jorge e Chiquinho. Potiguar: Mazinho; Toinho Dantas, Rivaldo, Altevir e Dedé; Nonato (Laerte) e Gangorra; Nazareno, Carestia, Luiz Soares e Ferreira (Da Silva). Para o ferrim, assinalaram Mário Jorge, duas vezes, e Lourinho, enquanto Toinho Dantas descontou para o quadro príncipe. Árbitro do clássico: Nehemias de Oliveira Cunha.
O segundo título inédito conquistado pela cobrinha coral aconteceu no dia 4 de fevereiro de 1973, quando se sagrou campeão mossoroense de 1972, conseqüentemente do sesquicentenário da independência do Brasil, ao derrotar o Baraúnas por um tento a zero, gol assinalado através de Celito. Árbitro do encontro: João Batista de Amorim (Duíte), assistido nas bandeiradas por Amaro Nogueira Dantas e Expedito Leonel (Mimi). Renda de Cr$ 2338,00.
A vinda de Marcos para o Ferroviário aconteceu em 1975, ano em que o esquadrão da Refesa investiu alto, visando ampliar a sua galeria de títulos ao longo da sua exigência.
O nosso focalizado era daqueles atacantes que levava o pânico na área do adversário. Detentor de uma estatura condizente para a sua posição, Marcos sabia como poucos se colocar na pequena área, no aguardo dos lançamentos que redundavam em cabeceios mortais, na maioria das vezes indefensáveis para o goleador que se postava na meta adversária.
Confira a formação do tricolor de aço na temporada de 1975: Souza; Hugo, Tiú, Valdir e Rogers; Nenem e Gangorra, Ademir, Baiano, Marcos e Rocha, uma onzena que estará sempre marcada na memória da imensa torcida do ferrim.
Com a desativação do ramal Mossoró/Souza-PB, o escritório local da Reffsa tomou a iniciativa de transferir para Recife-PE o pessoal lotado em nossa cidade, motivo pelo qual a cobrinha coral não mais participa dos eventos patrocinados pela Liga Desportiva Mossoroense (LDM) nos dias atuais. Apenas com a abnegação de Carneiro, o Ferroviário atua na categoria de amadores, sempre revelando craques para os clubes que participam dos certames estaduais.
Desta maneira, narramos um pouco da história de Marcos, no futebol mossoroense, oportunidade em que o inserimos na galeria do Cantinho da Recordação.