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Produtos nas calçadas dificultam tráfego de pedestres

Roupas, sapatos, bolsas, colchões e móveis em geral. Uma infinidade de artigos expostos por proprietários de lojas e camelôs lotam as calçadas de Mossoró, dificultando ou mesmo impossibilitando o tráfego de pedestres.

O gerente de Urbanismo do município explica que a questão da acessibilidade é regulamentada não apenas pelo plano diretor, como também pela lei da acessibilidade. Ossivaldo Júnior comenta que em Mossoró existe uma cultura de que as pessoas não entram nas lojas para comprar, então os comerciantes colocam os produtos nas calçadas. Um dos locais apontados pelo gerente de Urbanismo, onde esse problema está sendo verificado é no mercado Central, que está tendo suas calçadas tomadas por camelôs.

Além dos vendedores ambulantes, proprietários de lojas usam as calçadas como extensão de seus estabelecimentos. Um exemplo claro desse problema é verificado numa sapataria da rua Santos Dumont. O comerciante Gonzaga Costa expõe sua mercadoria nessa calçada e diz que até janeiro vai retirar os produtos. Ele conta que a atitude é baseada em razões pessoais e não por causa da obstrução das calçadas, pois não é o único a colocar os produtos nas calçadas.
Gonzaga Costa afirma ainda que quando todos os lojistas forem removidos para um outro local ele fará questão de sair. "Sou o primeiro a cooperar com a cidade", diz ele.

Ossivaldo Júnior conta que essa semana houve turbulência quando os fiscais da gerência notificaram os vendedores ambulantes para que desobstruíssem a Praça da Independência, conhecida como Praça do Mercado. Ele conta que as pessoas acabam apelando para o lado emocional e menciona que não se trata de perseguição. "A gente tem que evitar que o centro da cidade vire uma favela", afirma o gerente de Urbanismo.

Ossivaldo Júnior pede a colaboração dos comerciantes, pois acredita que se eles colaborarem será mais fácil obter o apoio dos demais vendedores.

Com relação aos camelos, ele explica que a gerência vai tentar resolver o problema na base do diálogo, pois os proprietários de loja quando são multados têm o registro feito na Secretaria de Tributação, mas os camelôs não são profissionais cadastrados. "Como é que você vai multar o camelô?", questiona Ossivaldo Júnior.

Ele afirma ainda que se os mossoroenses fizessem uma campanha para não comprarem nos locais que expõem a mercadoria nas calçadas, a atitude ajudaria bastante.

Um outro problema que dificulta a locomoção pelas ruas de Mossoró é o desnível das calçadas. O próprio gerente de Urbanismo reconhece que não são apenas os obstáculos físicos que dificultam a locomoção e menciona que a lei da acessibilidade também determina essa regulamentação. No entanto, Ossivaldo Júnior menciona que é necessário analisar quem será o responsável pelo nivelamento das calçadas.