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Infância deve ser respeitada e vivida com intensidade

Hoje o dia é dedicado às crianças. As experiências pelas quais passam nessa fase são capazes de influenciar o seu comportamento e o restante de sua vida. A psicopedagoga Bernadete Holanda acredita que a criança deveria ser mais livre para brincar. Ela conta que essa fase da vida não tem sido respeitada da maneira que deveria. "A gente sente uma dificuldade para as pessoas perceberem a criança enquanto criança", diz Bernadete Holanda, explicando que os adultos estão sempre querendo tornar as crianças mais velhas, seja na vestimenta ou na própria forma de falar.

Mas essa atitude pode causar prejuízos: "De onde exige e não se tem, há uma frustração desnecessária", explica. Como conseqüência, há uma maior probabilidade de depressão, insegurança e estima baixa, quando essa criança se tornar um adulto.

A cobrança vem de fontes diversas. Segundo a psicopedagoga, a mídia tem uma força muito grande nas instituições familiares. Além disso, o próprio processo de alfabetização cobra uma grande quantidade de conteúdo das crianças, tirando-lhes o tempo de vivenciarem a infância, melhor fase do ser humano. Bernadete acrescenta que a sociedade exige que a criança seja ótima, excelente, mas ressalta que uma das características da infância é a necessidade de descoberta e quando esse desejo é interrompido, a criança pode ser prejudicada. "É bom que a criança viva com intensidade", finaliza Bernadete Holanda.

'MEU MUNDO' — Mas e quanto às crianças, como será o mundo que elas querem? Na resposta à pergunta, os pequeninos mostram consciência. Lucas Matheus, de apenas 6 anos de idade, define esse mundo em uma palavra só: "Feliz". Ele afirma que hoje não existe essa felicidade e explica por que: "As pessoas ficam com esses negócios de drogas e ficam matando os outros", diz o pequeno Lucas, que pretende ser um jogador de futebol. Alicia Patrícia, de 10 anos, concorda e complementa dando a visão do mundo que quer. "Não tendo drogas, nem brigas. Sem tiroteios", diz.

Lucivânia Galvão, 12 anos, quer aproveitar a infância e demonstra o seu desejo: Brincar com minhas coleguinhas. Estimulada pela professora, ela responde que quer que as pessoas sejam amigas e se ajudem. Já o pequeno Jackson Silva Melo, que sonha em ser bombeiro, também opina: "O mundo ter boas pessoas e não tenha maldade", afirma.