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Morte de Dorian deixa lacuna no jornalismo mossoroense
| Amorte
do jornalista Dorian Jorge Freire ocorrida em 24 de agosto do ano passado
trouxe uma lacuna para a imprensa mossoroense e norte-rio-grandense.
Dorian era uma das personalidades mais expressivas da imprensa potiguar,
com trabalhos realizados em veículos de comunicação
social no sul do país. A ligação dele com a GAZETA DO OESTE começou em 1985 quando o casal Canindé Queiroz e Maria Emília Lopes Pereira, fundadores-proprietários do periódico mais lido de Mossoró e do interior do Estado, |
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fizeram
o convite para que assumisse uma coluna na folha.
Durante a última entrevista concedida à GAZETA quando celebrou
o 57º aniversário de jornalismo em julho do ano passado, Dorian
Jorge Freire chegou a confessar ao repórter que o convite feito pelos
dirigentes do jornal aconteceu porque Canindé e Maria Emília
achavam um absurdo ele ficar sem escrever. "Era, me parece, 1985. Canindé
achava uma coisa absurda eu não escrever", disse.
Outra marca da ligação forte entre o jornalista e a GAZETA
DO OESTE ficou evidente nessa mesma entrevista quando Dorian lembrava de
sua trajetória em São Paulo ao fundar o primeiro jornal alternativo
de oposição à ditadura militar: o Brasil, Urgente.
Em certa ocasião enfatizava que as melhores experiências de
sua trajetória profissional foram vividas em São Paulo, no
jornal O Mossoroense e na GAZETA. "As melhores experiências de
minha vida: São Paulo. O Mossoroense. GAZETA", destacou.
No artigo "a GAZETA e eu, Dorian Jorge Freire" que escreveu em
comemoração aos 27 anos de fundação do periódico
mostrava abertamente a admiração que nutria pelo impresso.
Dizia que depois de sofrer o segundo AVC resolveu deixar Natal, onde trabalhava
na Tribuna do Norte, e voltou a residir em Mossoró.
"Aqui recebi convite do casal Maria Emília-Canindé Queiroz
para assinar uma coluna na sua Gazeta do Oeste. Aceitei contente. A Gazeta
já era uma realidade. Lá estavam jovens idealistas. Aquele
par de jornalistas novos era independente e garantia a independência
dos outros", destacava.
Em outro trecho expressava que a GAZETA DO OESTE se constituía num
jornal diferente do mundo contemporâneo e exibia as opiniões
sobre o jornalista Canindé Queiroz destacando que as opiniões
fortes, mas democráticas do dirigente da folha garantiam ao jornal
um prestígio em toda sua área de atuação.
"Sobre tudo o seu dono, Canindé Queiroz, tem opinião
radical.
Extremada, às vezes. Não seria honesto impor sua verdade a
seus funcionários. Seria natural pedir adesão a suas opiniões.
Nem aquilo, nem isso. Cada qual com sua verdade. Comportamento que garante
o prestígio da Gazeta, que a torna o jornal mossoroense por excelência".