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Hipoglicemia
e hiperglicemia são comuns nos pacientes diabéticos
WILLIAMS
REBOUÇAS - CRM 1.807 - GASTROENDOSCOPISTA
Dados do Ministério da Saúde revelam que o diabetes tipo 2
atinge 11% da população brasileira com mais de 40 anos e a
doença está entre as cinco principais causas de mortalidade
no País. Um dos problemas durante o tratamento do diabetes é
a hipoglicemia que acontece quando, de forma súbita, o paciente apresenta
baixo nível de glicose no sangue. Para evitar o problema, especialistas
recomendam a adoção de uma dieta equilibrada e o uso de suplementos
nutricionais desenvolvidas especialmente para a pessoa diabética.
Por outro lado, a hiperglicemia, aumento descontrolado da glicose no sangue,
é outra alteração comum nestes indivíduos, que
age silenciosamente e deve ser tratada com o mesmo rigor.
"O diabético precisa fazer cinco ou seis refeições
diárias, em intervalos de até três horas, procurando
optar por alimentos saudáveis", informa Silmara Rodrigues Machado,
nutricionista clínica do Hospital Sírio Libanês. Ela
explica que a adoção de uma dieta equilibrada é fundamental
para prevenir episódios de hipoglicemia ou hiperglicemia, favorecendo
o controle e a manutenção dos níveis normais de glicose
no sangue. O uso de terapias nutricionais específicas como o Diasip,
da Support Advanced Medical Nutrition, contribui para o controle das glicemias
dentro dos níveis fisiológicos normais. Os suplementos específicos
para diabéticos são produtos que podem ser consumidos como
um lanche entre as refeições. Por ser composto por carboidratos
de absorção lenta, lipídios monoinsaturados e fibras
solúveis, o suplemento nutricional contribui para o controle glicêmico
e a melhora dos níveis de colesterol e triglicérides no sangue.
Além do Diasip (de uso oral), a Support oferece o Diason, fórmula
enteral também desenvolvida para pacientes com diabetes.
A hipoglicemia é diagnosticada quando a glicemia (nível de
glicose) está abaixo de 60 mg%. As principais causas são os
jejuns prolongados, a hiperdosagem de insulina, a alimentação
incorreta e até mesmo o excesso de exercícios sem monitorização.
Os sintomas mais comuns são sensação de fome aguda,
dificuldade para raciocinar, sensação de fraqueza e cansaço,
sudorese exagerada, tremores, sonolência, visão dupla e até
mesmo o estado de confusão que pode levar o paciente à perda
total da consciência. "O problema também acontece no paciente
hospitalizado. Neste caso, o quadro é ainda mais crítico,
pois o organismo se encontra em um estado catabólico, consumindo
reservas de gorduras e músculo para atender as suas necessidades
energéticas", informa a especialista. Já a hiperglicemia
não é tão perceptível como a hipoglicemia, mas
a correta e rotineira monitorização da glicose permite detectar
este aumento e evitá-lo.
Diabetes:
dicas de nutrição*
e Coma até
seis vezes ao dia, fazendo intervalos entre as refeições
e Coma em intervalos regulares e se alimente sempre nos mesmos horários
e Evite jejuns prolongados
e Beba bastante líquidos
e Consuma fibras solúveis presente em aveias e cereais. Estudos mostram
que as fibras solúveis contribuem para o esvaziamento gástrico,
a digestão e a absorção de glicose de forma mais lenta,
beneficiando o controle glicêmico.
e Consuma carboidratos de forma moderada, dando preferência aos carboidratos
de absorção lenta como àqueles encontrados no arroz
e no pão integral.
e Consuma peixes ricos em ômega3.
e Coma hortaliças e frutas ricas em carotenóides como cenoura,
tomate, couve, espinafre, goiaba, melancia e mamão. Este micronutriente
melhora o metabolismo da glicose e a modulação dos efeitos
da insulina.
e Consuma produtos à base de soja. As isoflavonas e a estrutura da
proteína da soja contribuem para a prevenção e o tratamento
das doenças cardiovasculares.
e Evite alimentos com gorduras saturadas, enlatados, bebidas alcoólicas.
e Utilize terapias nutricionais específicas, como um lanche entre
as refeições.
*Fonte: Silmara Rodrigues Machado, nutricionista