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FÉRIAS
- ALMEJADOS DIAS FORA DA ROTINA
Raimundo AntÔnio - Cronista - rsouzalopes@hotmail.com
O termo "férias" tem sua origem no latim (feria - feriae)
e significa "dia festivo". E, realmente, podemos transformá-las
em dias de regozijo para o corpo e para a alma. Tudo dependerá da forma
como as desfrutarmos
Não podemos negar que somos todos aficionados pelas férias.
Qual é o mortal, em sã consciência, que não espera
ansiosamente por este período? Isto acontece porque aproveitamos estes
dias para nos refazemos do cansaço acumulado, por meses seguidos de
trabalho e ou estudos, que nos ocasiona desgaste físico, mental e espiritual.
Além de descansarmos, também costumamos utilizar as férias
para "reestreitarmos" os laços de nossos relacionamentos:
darmos mais atenção aos familiares, aos amigos e, inclusive,
a Deus. Sem pressa e espontaneamente, até como forma de nos exercitarmos,
fazemos aquela arrumação geral nos armários, nas estantes
e "damos destino" às coisas desnecessárias que acumulamos
durante o ano. Rasgamos "papéis vencidos" - receita infalível
para eliminar os últimos resquícios de estresse - e, assim,
pomos em ordem os nossos mundos interior e exterior e podemos nos considerar
preparados para o próximo recomeço.
Temos ainda outras opções de atividades sadias tais como: ler
bons livros, ouvir nossas músicas preferidas, tocar um instrumento
musical, simplesmente relaxar, dormir bastante, viajar, contemplar o nascer
e o pôr-do-sol - sem nos preocuparmos em cumprir horários e compromissos.
Enfim, se bem administradas, as férias renovarão a nossa disposição
para retornarmos às atividades escolares e ou profissionais bem mais
motivados e produtivos.
Infelizmente, nem todos compreendem a finalidade das férias e há
os que saem pelo mundo em busca de aventuras, entretenimentos arriscados e
desgastantes, abusam dos alimentos e das bebidas e, quando retornam à
sua rotina, estão mais indispostos e desmotivados do que antes.
No nosso país, o direito às férias foi conquistado após
um número considerável de greves dos operários no início
do século XX. Naquela ocasião, os trabalhadores lutavam por
melhores condições de trabalho, salários mais justos
e garantias trabalhistas - sendo este período de descanso uma delas.
Eles lograram êxito na sua luta e a legislação trabalhista
brasileira estabeleceu um período de descanso consecutivo de, no mínimo,
trinta dias nos quais o trabalhador não pode ser privado das férias
- nem por vontade própria. Ele é, então, obrigado a cumprir,
pelo menos, um terço deste período mínimo. No papel,
é claro.
Portanto, resta-nos aproveitar, da melhor forma, estes dias que foram conseguidos
com muita luta e que, para ter direito a eles, temos que esperar por onze
meses. São trinta dias preciosos que não devem ser desperdiçados.
Afinal, as conseqüências do seu bom ou mau emprego serão
refletidas em nós mesmos.
Aproveito a oportunidade para desejar ótimas férias para todos
os meus leitores e espero contar com a sua companhia, neste espaço,
durante o ano inteiro e, inclusive, nas férias!